Nós sempre acreditamos na beleza enriquecedora da pluralidade das coisas, das pessoas, das situações, das ciências, das artes, do conhecimento e da fé...
O próprio Nelson Rodrigues já dizia que "Toda unanimidade é burra." E sabemos que todo radicalismo leva apenas à estagnação da auto-suficiência.
Mas, parece que a sociedade tem buscado o caminho inverso à pluralidade e com ela, alguns nichos específicos, inclusive, no âmbito da arte.
Enquanto artistas que se dizem "atores-criadores" (todo ator tem que ser criador, ora!) da vertente denominada "Teatro contemporâneo" torcem o nariz para outras formas de fazer teatral, sobretudo o clássico; a recíproca é verdadeira: Os artistas clássicos que produzem o chamado "teatro naturalista" tripudiam sobre as performances teatrais contemporâneas. Alguns artistas adeptos do teatro de palco vêem no teatro de rua, um "primo pobre" e alguns destes vêem o teatro de palco como elitizado.
E os artistas não se assistem, não se fazem platéia uns dos outros... É a cultura do "não vi e não gostei."

Diante deste predominante culto ao "Eu" e ao "Meu", diante dos sectarismos disseminados, diante dos bairrismos pregados, dos preconceitos disfarçados, sugerimos uma reflexão acerca do UNIVERSO: Ele é plural - eis sua beleza!, parafraseando Fernando Pessoa.
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