(por Tonico Lacerda Cruz)
Há exatos 16 anos, mais precisamente, no dia 05 de março de 2001, nascia a CIA. PLURAL DE ARTES CÊNICAS, através de uma reunião entre “pessoas interessadas” em fazer teatro agregador de todas as linguagens artísticas, sobretudo, as linguagens das artes cênicas – daí o nome “PLURAL”.
Queríamos fazer um teatro que quisesse aprimoramento permanente, que pesquisasse, que buscasse a beleza estética livremente, que compartilhasse informação e arte sem reserva de conhecimento, que ensinasse o que aprendesse, que difundisse não só a própria arte, mas tudo aquilo que interessasse a todos que fazem ou se interessam pelas artes cênicas.
Queríamos fazer um teatro que fosse inquietante, ousado, provocador, emocionante, reflexivo, comprometido com o crescimento e a transformação do ser humano no mesmo ser humano, melhor.
Queríamos fazer um teatro que tocasse o coração do espectador, para nele lançar sementes de humanidade, hoje em dia tão deixada de lado em prol de matrizes repetidoras do consumismo, do isolamento e do individualismo.

Queríamos fazer um teatro que não diferenciasse tipos de público, que não julgasse os talentos dos nossos e dos outros artistas, que fosse inclusivo em relação à platéia e ao próprio artista.
Queríamos falar do amor, sem sermos taxados de piegas; falar do bem, sem sermos hipócritas, falar de solidariedade, sem sermos demagogos.
Queríamos falar da sociedade que não gosta de se ver no espelho, com medo de ver o quão tem ficado deformada. Queríamos que ela visse a possibilidade da mudança.
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Espetáculo: "Em Construção" |
Queríamos que cada um de nós, integrante do elenco da CIA. PLURAL fosse parte e todo de tudo isso, com o reconhecimento e respeito pelas diferenças entre nossas personalidades individuais, e a autenticidade das atitudes.
Queríamos apenas fazer este teatro no momento presente que vivíamos, sem pretensões de reconhecimento ou premiações de críticos, mas com o retorno em sorrisos do público.
Procuramos fazer isto permanentemente, a partir daquele 5 de março de 2001, nos realizando a cada dia, de forma renovada e coerente, porque sabemos que estamos sempre "EM CONSTRUÇÃO".
Hoje, 16 anos depois, continuamos fazendo isto, ininterruptamente.
O QUE SIGNIFICA PRÁ NÓS SERMOS ARTISTAS PLURAIS
A pluralidade, para nós, está nas diferenças e no respeito à elas, na possibilidade de agregar plurais linguagens das artes cênicas ao teatro, na consciência de que o artista precisa construir-se, desconstruir-se e reconstruir-se permanentemente na pesquisa e no aprendizado plural: Pesquisas, Figurinos, Adereços, Cenários, Maquiagem, Iluminação, Sonoplastia e, é claro, Interpretação e Técnicas de Palco.
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Espetáculo: ALICE E O PAÍS DAS MARAVILHAS |
O artista plural é singular por ser único e é plural por ser a soma de competências múltiplas.
O suor do artista plural confere a ele o sentimento de nobreza, de realização pessoal e coletiva, de satisfação por ver-se permanentemente em construção.
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Espetáculo: "Em Construção" |
As palmas que recebemos das plateias que nos assistem podem vir apenas nas apresentações nos palcos, mas, para nós são, certamente e principalmente, pelo trabalho fora deles também.
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